Benchmarking: aspectos da metodologia.

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Benchmarking: aspectos da metodologia.

Casos reais, bem-sucedidos, cada um deles contém pelo menos uma oportunidade de reflexão sobre a importância da metodologia.

Benchmarking é um processo no qual nos comparamos com o que outros fazem, que resultados colhem, e, com muito cuidado, até que ponto as condições de contorno permitem comparações válidas.
Oportunizar à nossa equipe a busca de alternativas para melhoria dos seus processos através do benchmarking – esta deveria ser, sempre, a nossa primeira alternativa quando pensamos em progredir.
As metas e as ideias surgem de baixo, se estimulam o trabalho em grupo, a pró-atividade, soluções que funcionam, o entusiasmo…
Existem algumas armadilhas no percurso, e a experiência vivida ajuda a evitá-las.

Os casos a seguir são reais, relatam casos em que o desenvolvimento da metodologia foi o grande aprendizado.

COMPARANDO DESIGUAIS – Um dos processos mais interessantes de benchmarking que conheci  foi o realizado pela Sadia, que de forma metódica trouxe ao Brasil processos que aprendeu na Nova Zelândia, na extensão rural. Em vez de levar ao pequeno produtor um folheto mostrando como deveria conduzir sua propriedade para melhorar seus lucros, o extensionista gastava muito mais tempo calculando, com ele, passo a passo, as receitas e custos que tinha. Nesta tarefa, só podia usar uma calculadora bem simples (Dismac!), nada de computador ou cálculos mais sofisticados. Depois de feitos os cálculos, ele mostrava ao produtor como variariam os seus resultados, se aumentasse o número de porquinhos criados em cada ninhada. Apontava para uma colina próxima, e dizia qual era o número que o vizinho tinha, e usava esse no novo cálculo. A partir daí, fazia com que o produtor, de próprio punho, escrevesse uns poucos pontos vitais para reduzir a diferença – e pendurava o papel na parede da pocilga.
O processo era tão eficaz que a nossa empresa buscou transplantá-lo para melhorar o desempenho de pequenos sucateiros.
Mesmo que ferro velho nada tenha a ver como criação de porcos – agregou muito!

COMPARANDO EQUIVALENTES – Numa empresa que administrava centenas de restaurantes em grandes indústrias, nos foi solicitada a aplicação de técnicas industriais para aumentar a produtividade.  Aceitamos o desafio, nos dispondo a tornar ainda mais produtiva a operação mais produtiva que eles tinham até aquele momento, o trabalho sendo conduzido inteiramente por uma funcionária da própria organização. Ela era metódica, inteligente e comprometida.
Iniciamos com um processo bem simples: a lavagem de louça. Para aumentar a produtividade seria necessário reduzir tempo demandado por esta operação, sem perda de qualidade.
Foram necessárias duas semanas de trabalho para concluir este primeiro processo.
Quando chegamos ao quinto, já fazíamos 3 por semana.
E em menos de 2 meses atingimos a meta de produtividade objetivada.
Muito importante: era premissa contratada de que ninguém seria demitido por causa de nosso trabalho. Fiquei sabendo do resultado quando a moça que conduzia o trabalho me telefonou, anunciando que uma colega que se licenciara não precisaria ser substituída.

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Autor: Claus Süffert

Em Novembro de 1996, Claus Süffert plantou uma semente chamada Quality Inn, germinada pela sua experiência profissional em empresas de grande porte, como os 5 anos em que trabalhou na Petrobrás e a sua carreira de 25 anos no Grupo Gerdau. Foi durante esse período na Gerdau que teve seu primeiro contato com os conceitos de Gestão da Qualidade Total, método que futuramente serviria de base para a sua própria empresa.

2019-01-28T15:51:41+00:00 28 / jan / 2019|Destaque|