Inovações frustradas

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Inovações frustradas

Decidir pela inovação exige poder, experiência e talento.

Iniciei escrevendo sobre iniciativas que propus aos meus chefes, quando jovem – e de como fui barrado, com razão, pela voz da experiência. Mas me dei conta de que houve, em contrapartida, outras decisões inesperadas, que cortaram nós górdios e encurtaram caminhos…

Decidir sobre inovações pode conduzir a casos pitorescos.

Vamos a eles:

  • PRÉMOLDADOS – Na década de 60, projetamos estruturas pré-moldadas para prédios de uma usina siderúrgica. A empresa que ganhou a concorrência perguntou se nos importávamos que ela refizesse todos os projetos, para estrutura moldada no local. Tivemos que concordar. Era mais barato: a solução pré-moldada exigia uma precisão dimensional que não se conseguiria obter com a mão de obra disponível. Passaram-se mais do que 50 anos, mas continua valendo.
  • TELAS SOLDADAS – Participávamos do Instituto Brasileiro de Tela Soldada (IBTS), que fora criado por dois concorrentes para estimular a substituição dos vergalhões finos amarrados com arame. Pesquisamos a cadeia de decisores, a partir do incorporador até os operários na obra. Encontramos o elo resistente: eram os sub-empreiteiros de mão de obra de confecção de O seu volume de faturamento cairia muito. Era um elo que funcionava muito bem, e literalmente não valia a pena comprar esta briga.
  • GALPÕES DE CONCRETO – Na construção da Aços Finos Piratini se decidiu por galpões industriais em concreto armado, na contra-mão do que já era usual naquele tempo (estrutura metálica). Os materiais do concreto eram produzidos aqui, geravam ICM aqui; as estruturas metálicas viriam do centro do país, trazendo montadores de fora. A Aciaria da AFP é um primor de estrutura de concreto armado. O engenheiro que a projetou decidiu ele mesmo desenhar os projetos de formas, seria muito complicado explicá-las para um projetista. E o Bernardão Hemesath conduziu ele mesmo a obra, com igual perfeição.
  • A FORÇA DO FEIJÃO – Nós visitávamos muitas empresas no exterior, onde as fábricas eram muito mais mecanizadas do que as nossas. Mas não conseguíamos viabilizar a troca de força humana por esteiras transportadoras. A conta não fechava. No Brasil, o feijão era mais barato…
  • O PRIMEIRO CLP – Estávamos tentando instalar um controlador lógico programável em uma das nossas plantas. A muito custo fomos autorizados a testar o sistema – substituindo a lógica de relés – durante a grande parada de um equipamento pesado. Funcionou maravilhosamente. Mas assim mesmo fomos obrigados a recolocar o sistema antigo, com o qual a manutenção estava acostumada…

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Autor: Claus Süffert

Em Novembro de 1996, Claus Süffert plantou uma semente chamada Quality Inn, germinada pela sua experiência profissional em empresas de grande porte, como os 5 anos em que trabalhou na Petrobrás e a sua carreira de 25 anos no Grupo Gerdau. Foi durante esse período na Gerdau que teve seu primeiro contato com os conceitos de Gestão da Qualidade Total, método que futuramente serviria de base para a sua própria empresa.

2018-03-12T09:27:46+00:00 12 / mar / 2018|Destaque|