O Pensamento Sistêmico.

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O Pensamento Sistêmico.

Obter o engajamento das pessoas é um desafio constante de um gestor nos tempos atuais, buscando uma atuação coletiva e sistêmica, com a contribuição para os objetivos organizacionais.

Por outro lado, os integrantes da força de trabalho, colaboradores ou funcionários, também buscam compreender o funcionamento dos processos da organização na qual atuam para poder contribuir para os desafios coletivos. Afinal, trabalhar com algum propósito maior deixa qualquer pessoa se sentindo melhor no que faz.

A capacidade de identificar as diversas partes que compõem um todo, incluindo as partes externas, bem como, compreender as suas interrelações é, sem dúvida, um dos maiores desafios da gestão moderna.

Estimulado pelo autor Peter Senger, no livro A Quinta Disciplina, como sendo uma das competências necessárias para o aprendizado organizacional, o seu conceito tem se mostrado cada vez mais prático e necessário, uma vez que os fenômenos da complexidade circundam os ambientes empresariais.

Não há mais como definir objetivos buscando atender a necessidade de uma parte interessada restrita, sendo necessária uma abrangência maior, de forma a obter o equilíbrio entre várias demandas que se colocam à organização simultaneamente.

As forças que afetam o ambiente de negócios também atuam de forma sistêmica, com diferentes frequências e impactos, sejam elas decorrentes das tendências tecnológicas, mudanças na forma de consumo, novos modelos de negócios ou, até mesmo, alterações na legislação, entre outras.

A estrutura do MEG 21ª edição, no Fundamento Pensamento Sistêmico, sugere às organizações um tema relativo ao alinhamento do seu modelo de gestão, de forma a compreender as interrelações entre os componentes internos e externos, sobretudo a identificação e cooperação com as redes.

Nessa mesma direção, a estruturação do sistema de medição, com os indicadores para demonstrar a capacidade que a organização tem em atender as necessidades das partes interessadas, de forma equilibrada.

Ainda, a tomada de decisão é o segundo tema que compõe a estrutura do MEG 21ª edição, como desdobramento do Fundamento Pensamento Sistêmico, orientando as organizações a estabelecerem as informações mais importantes, além de utilizá-las de maneira integrada e sistemática.

Esse alinhamento sugere uma modelagem de processos, integrantes de sistemas intangíveis, propiciando um modelo mental abrangente, de forma a estimular uma visão compartilhada e conquistar o engajamento do grupo em relação aos desafios organizacionais.

Fazer com que todos na organização, em todos os níveis, entendam a sua contribuição para os desafios coletivos, as metas e as ações planejadas, permite criar um senso coletivo, estimulando o comprometimento e o engajamento das pessoas.

Quanto mais a capacidade pessoal para obter os resultados desejados é estimulada, não somente para a empresa, mas para todos os que dela fazem parte, maior a probabilidade de se criar um ambiente favorável ao engajamento das pessoas para o alcance das metas escolhidas.

Pensamento sistêmico nada mais é do que criar uma forma de analisar e uma linguagem para descrever e compreender as forças e inter-relações que modelam o comportamento dos sistemas, segundo Peter Senge. É a disciplina que permite mudar os sistemas com maior eficácia e agir mais de acordo com os processos do mundo natural e econômico.

 

 

Escrito por:

Eduardo Antônio Böckel

Consultor / Voluntário PGQP / Especialista FNQ

 

2018-01-15T17:07:48+00:00 15 / jan / 2018|Destaque|